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terça-feira, 19 de novembro de 2013

The Quakes - Entrevista Novembro / 2013





De volta ao Brasil o maior nome da história do Psychobilly americano !

Após 3 anos - sua passagem por aqui pela primeira vez foi em 2010 - os norte-americanos do The Quakes finalmente retornam ao país para mais uma série de shows em dezembro. Surgidos na década de ’80, em Nova Iorque, a banda tinha como influência principal no início de carreira nomes que trouxeram a música rockabilly novamente as rádios, MTV e paradas de sucesso como os Stray Cats, Rockats e The Polecats.



Não encontrando seu espaço na cena local entretanto, pegaram suas coisas todas e rumaram para a Inglaterra, país que sempre recebeu muito bem o estilo rockabilly e onde as bandas conseguiam manter uma carreira com um relativo sucesso. Chegando em Londres, acabaram se deparando com uma forte e emergente cena local, com dezenas de bandas e shows sempre lotados, porém uma música um tanto diferente e mais agressiva - inspirada pelo rockabilly ainda - mais também com doses generosas de punk rock e letras cheias de humor negro, ácido e referencias a cultura trash em geral: o Psychobilly!



O estilo pegou de cheio os rapazes, que acabaram se envolvendo na cena psycho e rapidamente fizeram seu nome nela, lançando discos que se tornaram grandes clássicos e deixando sua marca e nome na concorrida cena psychobilly Europeia da época. Depois disso, ainda lançaram discos no Japão pela Sony Music ( um grande feito para uma banda do estilo!) e conquistaram também a terra do sol nascente com seu som único, que tinha o rockabilly/psychobilly como base é claro, mas também boas influências de new wave, punk rock e o rock dos anos ’80 mais ‘’pop’’, tudo na medida certa. De volta aos States e sua terra natal, a banda finalmente teve seu reconhecimento pelos seus anos de batalha e com status de ‘’cult’’ agora, e sendo apontados por toda geração americana atual de bandas como o grande e mais influente nome do estilo dentro do país. Agora a banda retorna ao Brasil, onde tocou em shows lotados anos atrás, para apresentar suas novidades, sua nova formação e muito mais. Nessa exclusiva, o líder e fundador Paul Roman conta tudo a respeito:








Olá Paul! Quais as lembranças mais marcantes da primeira visita ao Brasil, em 2010?

- Paul Roman : Quando chegamos , em 2010 , eu não tinha noções preconcebidas sobre como isso iria ser . Eu não sabia muito sobre o Brasil e fiquei agradavelmente surpreendido! Nós tivemos um grande momento e foi uma das viagens mais memoráveis que tive com The Quakes. O destaque foi no programa de TV com irmãos Supla e João (Brothers, extinto programa exibido na Rede T.V).

Você disse uma vez que dificilmente fica 100% satisfeito após a gravação/lançamento de um novo álbum. Você conseguiu isso com o "Planet Obscure ", o último disco lançado pelo Quakes ?

- Este álbum (Planet Obscure ) é de quase dois anos atrás e agora estou completamente ‘’saturado’’ dele. Eu acho que há algumas músicas boas lá . Às vezes não sou um bom juiz, de que os fãs vão gostar. Eu só tenho que apenas criar o que sinto no momento e deixar rolar...

Eu acho que é simplesmente mais um grande álbum do Quakes! Variado musicalmente, porém sem perder a essência da banda!

- Sim, variado é uma boa palavra para descrevê-lo. Havia algumas músicas lá que eram muito antigas, e que nunca tinha terminado. É uma espécie de compilação das coisas.




Muitas bandas preferem seguir uma '' fórmula '' ao invés de desafiar as coisas com seu trabalho. Isso nunca aconteceu com vocês, e cada disco soa bastante diferente do outro...

- Acho que se eu fosse muito bem sucedido com um álbum, a tentação seria para tentar e continuar o som ou a direção ... Mas desde que eu não tenho sido (comercialmente) bem sucedido e que eu tenho ( o selo que lança os discos do Quakes atualmente é de propriedade do Paul Roman ) a gravadora, eu posso fazer o que eu quero e não importa :-) Estou fazendo discos que não estão na minha coleção. Por exemplo, como seriam que os Rockats ( outra clássica banda rockabilly americana ) teriam soado se tivessem continuado a lançar discos como ( o primeiro disco e considerado o clássico absoluto da banda ) o " Make That Movie" ?

E é perfeitamente possível sentir todas as influências que vão muito além do psychobilly/rockabilly ao longo de toda a carreira da banda...

- Eu escuto muitas coisas diferentes e estou sempre tentando encontrar maneiras de fazê-lo soar novo e diferente.

Você ainda curte as bandas que ouvia no início da carreira? O que você tem escutado ultimamente?

- Sim e muitas vezes eu volto a ouvir coisas para inspiração. Eu não gosto de dizer o que estou ouvindo , porque ele pode ser confuso para os fãs. Eles podem dizer: "Por que ele está ouvindo essa porcaria?" :-) A música é uma coisa tão pessoal , não há nenhuma razão pela qual você gosta de algo, você só gosta dele. Eu não quero ser julgado pela música.




De volta para o álbum Planet Obscure novamente. Surpreendentemente, e especialmente para nós brasileiros, vocês gravaram uma cover da Xuxa! Alguma razão especial para isso?

- Eu não falo português e eu sei que as músicas eram para crianças, mas eles foram escritos por alguns dos melhores (músicos) como Paulo Massadas e Michael Sullivan, Cid Guerreio, Bell Marques e outros músicos muito bem sucedidos. Eu estava ouvindo as melodias e as estruturas das canções. A história completa do por que escolhi a canção e sobre o vídeo que fizemos para ela esta no youtube e também a ( explicação ) em português, espanhol e inglês.
Vá até: www.youtube.com / leedspond




Como esta a formação atual? Tem um novo baixista agora, certo? Vi também que o baterista Juan Carlos saiu por um tempo e acabou voltando para a banda...

- A formação atual tem sido boa. Juan está de volta na bateria e Wes Hinshaw no baixo. Wes sempre ensaiava com a gente porque Kenny Colina (ex-baixista) vivia a seis horas de distância.



Vocês têm algum plano para 2014? Talvez um novo álbum ou um DVD, contando toda a história da banda?

- Um DVD talvez um dia, mas não no próximo ano. Estou escrevendo novas músicas agora e começaremos a gravar em breve. Não há planos definidos para um álbum, porque eu só quero ocupar meu tempo e ver o que acontece.

E sobre as expectativas para os shows aqui em dezembro?

-Estamos trabalhando duro em nosso set-list e vamos tocar material desde o primeiro álbum até o presente. Nós estamos realmente ansiosos por isso. Muito obrigado! Paul Roman
www.thequakes.com
www.facebook.com / thequakes




English version:

1- Hi Paul. Which are the most striking memories from the first visit to Brazil during 2010 ?

Paul Roman:When we came in 2010,I had no preconceived notions about how it was going to be. I didnt know much about Brazil and I was pleasantly surprised! We had a great time and it was one of the most memorable trips that I have had with The Quakes. The highlight was being on the Brothers TV show with Supla and Joao.

2- Talking about The Quakes last album. Once, right here to “Comando Rock” magazine, you said that hardly gets 100 % satisfied after recording a new album! Have you achieved your intentions with “Planet Obscure” ?

At the point of writing this, that album (Planet Obscure)is two years old now and Im completely over it. I think there are some good songs on there. Sometimes Im not a good judge of what the fans will like.I have to just create what ever I feel at that time and go with it.

3- I think it’s just another great album! Miscellaneous but never losing what Quakes has got as essence!

Yes, miscellaneous is a good word to describe it. There were some songs on there that were very old that just never got completed.Its kind of a compilation of things.

4- Many bands prefer to follow a ''formula'' or ''cliche'' instead of challenging with their work. This has never happened to you, each disc sounds quite different from the other ..

I suppose if I was very successful with an album, the temptation would be there to try and continue the sound or direction...but since I have not been successful AND that I own the record label, I can do what ever I want and it doesn’t matter :-) Im making records that are not in my collection. For example, what would the Rockats have sounded like if they had continued to put out records like “make that move”?

5- And it is perfectly possible to see so many influences ( and far beyond the psychobilly/rockabilly sound ) throughout the whole band discography!

I listen to lots of different things and Im always trying to find ways to make it sound new and different.

6- Do you still like the same bands you got as influence in your early career?

What have you been listening to lately?Yes and I often go back and listen to things for inspiration.I don’t like to say what Im listening to because it can be confusing for fans. They might say “why is he listening to that crap”? :-) Music is such a personal thing, there is no reason why you like something, you just like it. I don’t want to be judged by what music I like, only the music Im making myself.

7- Do you believe that many musicians are afraid to change their sound and end up losing fans or their characteristics?

Yes especially when they have success with a certain song or sound.They want to keep it going and the fans do also.

8- This fidelity some bands seek or try to keep, is not nearly guarantee of success, there’s always the risk of getting somewhat too predictable or stagnant, do you agree?

I agree but I think the fans want the band to stay the same.

9- Well, not counting exceptions like the Ramones , Cramps , Motorhead or AC/DC of course, they have done that kind of work and successfully!

Yes,those groups have managed to make it work for them.I have to wonder if they ever wanted to try something different but could not. Are they not just giving the fans what they want every time? There is no crime in that, but is it art? or commerce?

10- Back to the last record. Surprisingly, and especially to us, brazilians , you recorded a cover of... Xuxa! Do you have any particular reason for that? Do you guys follow her career?

I don’t speak Portuguese and I realize that the songs were for kids but they were written by some of the best like Paulo Massados and Michael SullivanCid Guerreio, Bell Marques and other very successful musicians. I was listening to the melodies and the structures of the songs. The full story of why we covered the song is on the video we made for it on youtube and its in Portuguese, spanish and English.Go to.www.youtube.com/leedspond

11- How is the current lineup? With the new bassist, right? I also saw that the drummer Juan Carlos came out and ended up returning to the band...

The current line up has been good. Juan is back on drums and Wes Hinshaw on bass. Wes would always practice with us because Kenny Hill lived 6 hours away.

12- Do you guys have any plans for 2014 ? Maybe a new album or a DVD telling the whole story of the band?

A DVD maybe someday but not next year. Im writing new songs right now and will start to record soon. There are no set plans for an album because I just want to take my time and see what happens.

13- What about the expectations for the shows here in December?

We are working hard on our set and we will be playing material from the first album all the way to the present.We are really looking forward to it. Thank you very much! Paul Roman

www.thequakes.com
www.facebook.com/thequakes





sexta-feira, 28 de setembro de 2012

The Quakes: European Tour 2012



PLANET OBSCURE European Tour 2012



Sept 28-Copenhagen/Denmark-KB 18
Sept 29-Gothenburg/Sweden-Henriksberg
Sept 30-Moss/Norway-Queens Pub
Oct 2-Helsinki/Finland-Lepakkomies
Oct 3-Turku//Finland-Street Bar 95
Oct 4-Hameenlinna/Finland-Suistoklubi
Oct 5-Pori/Finland-Bar Kino
Oct 6-Bremen/Germany -3rd Psychobilly Earthquake Festival
Oct 7-Frankfurt(main)/Germany-Dreikonigskeller
Oct 11-Bresso(Milan)/Italy-Blue Rose Saloon
Oct 12-Töging/Germany-Silo 1
Oct 13-Tannheim Egelsee/Germany-Schwarzer Adler
Oct 14-Dijon/France-Deep Inside
Oct 15-Clermont-Ferrand/France-Le Baraka
Oct 16-Madrid/Spain-Gruta 77
Oct 17-Barcelona/Spain-Sala Rocksound Bar
Oct 18-Montpellier/France-Secret Place
Oct 19-Solothurn/Switzerland-Kofmehl
Oct 20 -Winterhur/Switzerland-Gaswerk
Oct 21-Strassbourg/France-Mudd Club
Oct 24-Bristol/England-Exchange
Oct 25-London /England-Underworld
Oct 26-Hamburg/Germany-Hafenklang
Oct 27-Berlin/Germany-Wild At Heart
Oct 29-Prague/Czech Republic -007
Oct 30-Dresden/Germany-Chemiefabrik
Oct 31-Stuttgart/Germany-Zwolfzehn
Nov 1 -Leiden/Holland-L.V.C.
Nov 2-Kassel/Germany- K 19
Nov 3-Onsnabruk/Germany-Rock N Roll Hell Festival






































domingo, 2 de setembro de 2012

Paul Roman - The Quakes:



Movie: Sling blade
Actor: no favorite
Actress: no favorite
Food: meat
TV Series: Leave it to Beaver
Cartoon: Bugs Bunny
Religion: Private
Politics: Private
Marshall or Fender? Fender
Sport: Ice Hockey
Car: Kubelwagen
Guitar: Gretsch
Best country in which he played outside the USA? Japan
Cd or vinyl: Vinyl
Best song of the Stray Cats:Runaway Boys
Best of the '80s pop/rock/new wave group: Adam Ant
Paul Burlison or Cliff Gallup?: Cliff Gallup- Paul Bulison did not play on those Johnny Burnette records- it was Grady Martin
What are you listening now?: XUXA
Country that would like to play one day: Iceland
Book:no particular favorite, Im a voracious reader when its a subject Im interested in such as history, music,outdoor/nature,politics non fiction- there was a real good one I just read called "Rock around the clock" the record that started the rock revolution by Jim Dawson- its all about Bill Haley early days.









sexta-feira, 13 de julho de 2012

The Quakes - "Planet Obscure"

E o Paul Roman continua brilhante e genial,como sempre! Em seu novo trabalho, o padrão de qualidade do Quakes continua mais forte do que nunca. No álbum anterior, o excelente "Negative Charge", a banda chegou em um ponto alto de sua carreira com um trabalho primoroso, um disco que ganhou somente elogios da mídia especializada em todo o mundo.


"Planet Obscure", o novo álbum, tudo continua se mantendo em alto nível, onde o Quakes consegue dosar com muito sucesso todas as influências da banda como o rockabilly,psycho,new wave ou pop. A melodia, que é sua marca registrada, segue presente em todas as canções, que ficam "grudadas" logo de cara quando você escuta, e se tornam novos "hits" e clássicos imediatos para os fãs da banda!

Não espere nada como o primeiro disco,canções rápidas e furiosas. Isso é coisa do passado,bem distante. Nem letras "psycho", falando de tópicos tão "originais" no estilo como zumbis,filmes-b ou monstros, nada disso. Paul Roman segue ainda como o mais original escritor no estilo, preferindo abordar temas mais realistas ou diretos em suas letras, fugindo totalmente dos clichês abordados pelos grupos rockabilly/psycho em sua maioria. É difícil destacar canções em um disco tão bom! Mas mesmo assim fico com "Dark Shadows","Promisse","Streets Are So Lonely" ( fantástica!) e "This Night" como minhas favoritas no momento.

Um ponto curioso no disco para os brasileiros é uma versão um tanto inusitada para uma música da Xuxa (!) chamada "Festa do Estica e Puxa"!! A gravação é de primeira,e foi produzido pelo Paul Roman - ele também gravou as linhas de baixo em todo o disco - e o formato é digipack,com todas as letras e demais informações no encarte. Você pode também comprar o "Planet Obscure"" diretamente com a banda: www.thequakes.com

quarta-feira, 2 de maio de 2012

The Quakes: disco novo!

Dia 10 de maio chega as ruas o novo álbum dos Quakes ! O título do play é "Planet Obscure" e, como os discos anteriores, vai ser lançado pelo selo da banda Orrexx Records. A versão em cd vai ter um bônus e formato digipack. Fora isso, a banda vai planejando a tour pela Europa, com novas datas entre junho/outubro já confirmadas,e também o lançamento de um vídeo ( com imagens da banda no Brasil, em sua passagem pelo país em 2010 ) e um possível show aqui no segundo semestre.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

The Quakes/News!




Boas novas do Quakes! A banda, que estava sem baterista até pouco tempo atrás, depois da saída repentina do Juan Carlos ( que esteve com eles no Brasil ) já resolveu o problema. Ainda não sei quem é o cara, nem de que banda ou de onde veio, mas segundo Paul Roman isso já é certo. Também estão trabalhando em um novo álbum, sem previsão de lançamento ainda.

Com certeza deve vir coisa muito boa pela frente, afinal, eles são umas das poucas bandas clássicas que vem fazendo um trabalho excelente, lançando material inédito, e de muita qualidade. Diferente da grande maioria, vivendo apenas do passado, tocando as músicas de sempre, ou lançando discos muito ruins e estranhos.

Ah! E ainda o Quakes deve participar de uma coletânea com outras bandas Psycho's/Neo, fazendo versões de clássicos da música Pop/Rock dos anos '80. E, provavelmente, vamos ver eles novamente aqui no Brasil, no próximo ano ! Good news !

sábado, 23 de abril de 2011

Top 10 com Paul Roman ( The Quakes )




Perguntei para o Paul Roman, vocalista e guitarrista do The Quakes, quais são suas dez canções favoritas, que realmente foram marcantes na sua vida. E aqui está o resultado!


1."Runaway Boys" - Stray Cats
2."Make That Move" - The Rockats
3."Make A Circuit" - The Polecats
4."Fire In The City" - The Elvis Brothers
5."Captain Blood" - Beltain Fire (blue cats)
6."Tainted Love" - Dave Phillips & The Hot Rod Gang
7."Other Side Of Midnight" - Levi Dexter
8.'Allright Allnight" - Shakin Pyramids
9."Street Angel" - Magic
10."Marie Celeste" -The Polecats

terça-feira, 1 de junho de 2010

Entrevista: The Quakes


Outra clássica banda Psychobilly dos anos '80 tem shows marcados no Brasil: The Quakes ! Sua importância dentro da cena é enorme, afinal são a primeira banda americana no estilo, gravaram pela Nervous vários discos, tocaram lado a lado com os grandes nomes do Psycho mundial por décadas, estão na estrada desde 1986, e definitivamente são influência para centenas de bandas em todo mundo. Aproveitei o momento para uma entrevista exclusiva com o vocalista/guitarrista Paul Roman; que conta um pouco sobre o último álbum, sua visão do Psycho em geral, a longa carreira do Quakes e suas expectativas para a primeira vez no Brasil !


Negative Charge, o último álbum, parece um “ best of ” da carreira da banda, com músicas que lembram um pouco cada álbum anterior. Você concorda com isso?

Sim, algumas músicas com certeza são assim. Como “Ready for a War”, que poderia estar em “ Voice of America “ e “ Straight to Valhalla ”, que foi escrita logo após o lançamento do primeiro álbum. Eu tenho meu estilo e acho que isso reflete nas minhas músicas.

Você ficou totalmente satisfeito com esse disco?

Eu nunca estou satisfeito (risos). As músicas nunca saem do jeito que você pensou. Algumas ficam melhores, outras nem tanto. Eu tenho um orçamento muito limitado então eu tendo a deixar as coisas assim do que ter que consertar ou regravar.

Você gravou o baixo, não?

Eu gravei o álbum na maior parte do álbum, principalmente porque meu baixista Kenny Hill mora fora da cidade e é difícil ele vir pra cá, a não ser quando temos shows marcados.

E também tem algumas participações bem especiais nele...

Eu chamei Wasted James e Jeff Roffredo, do Tiger Army, em “ Straight
to Valhalla ”. Kristian e Peter Sandorff, do The Nekromantix, fizeram excelentes backing vocals na mesma música. Vic Victor, do The Koffin Kats, fez o backing em “ Seven Seas Alone ”; Nick Feratu, do The Limit Club, fez o backing em “ Time Wasters”. Eu gosto dessas colaborações e estou fazendo mais disso agora. Tenho vários projetos em andamento.

Como foi a tour do ano passado na costa leste/oeste dos EUA para divulgar o álbum? Esse ano vocês vão para a Europa para promovê-lo?

Correu muito bem. Vamos fazer muitos shows na Europa esse ano.

Todo catálogo da banda está disponível no seu selo?

Não. Os dois primeiros discos do Quakes estão fora de catálogo e só disponíveis para download. Todos os álbuns da Orrexx Records (4) estão a venda em cd e o
New Generation está no itunes.

Lançar tudo pelo seu selo é um meio de ter controle da sua arte?

Sim, hoje em dia faz mais sentido um artista desse nível fazer isso por conta própria e eu também sou um pouco controlador quando o assunto é o Quakes. (risos)

Já li umas entrevistas suas em que disse que teve problemas com selos no passado, desde falta de distribuição, falta de apoio etc. Assinaria com um selo novamente, tipo Hellcat Records?

Provavelmente eu nunca assinaria com uma gravadora hoje. Eu tenho curiosidade em saber como uma gravadora promoveria a banda... Nós não somos exatamente uma banda de Psychobilly e nem de Rockabilly. Do ponto de vista do selo, é muito mais fácil promover uma banda que já se encaixa em um gênero específico. Eu nem sei como descrever nosso som.


Uma banda americana na cena Psycho européia deve ter chamado muito a atenção das pessoas. Isso facilitou as coisas?

Ajudou como um fator curioso porque as pessoas queriam ver como seria o Psychobilly de uma banda americana, já que não tinha nenhuma.

Segundo a letra de “Stranbeded In The Streets”, parece que não foi nada fácil aqueles tempos em Londres, sem dinheiro e apoio...

Essa música é sobre a época em que eu estava em Londres para fazer uma gravação solo (1989). Nessa viagem específica, eu acabei tocando com o Demented Are Go numa pequena turnê depois que meu acordo não deu certo.

A banda gravou excelentes discos, tocou em todos os grandes festivais europeus, lado a lado com as maiores bandas da época. Como foi tocar no Klub Foot e nos grandes Psycho Fests pela Europa?

Foi e ainda é fantástico! Vocês tem que lembrar que nós somos grandes fãs de música, então conseguir tocar com as bandas top da cena é muito bom. Todo mundo se dá bem. Acho que é um pouco como uma fraternidade porque todos estão lá há mais de vinte anos.

E no Japão a banda conseguiu uma certa popularidade, inclusive assinando com a Sony Music, com um disco gravado ao vivo em Tokyo, e o “ New Generation lançado pela Sony ” . Como foi que aconteceu esse contato com o Japão?

Foi exatamente assim que aconteceu. Tinha uma empresa que estava levando artistas de Blues para turnês e shows no Japão. Fizeram isso com Robert Gordon e foi um grande sucesso. A empresa então procurou outra banda de Rockabilly e falaram da gente para a Planet Records no Japão. Nós fomos para em 1992 e uma representante da Sony viu o show e logo entrou em contato com a gente.


Quais bandas dos anos 80 você curtia? Alguma realmente chamava sua atenção mais que as outras?

A maioria delas – naquele tempo as bandas tinham mais BILLY no PSYCHO. Com certeza Restless e Frenzy são minhas favoritas.

Na volta dos Stray Cats aos palcos, ainda no final dos anos 80, vocês fizeram algum contato com eles para tentar abrir os shows, assim como os Guana Batz conseguiram?

Eu estava naquele show de Londres ( Stray Cats,Guana batz, Midniters ) sentado do lado dos pais do Pips. Gavin Cochrane, que fez as fotos do primeiro disco do Stray Cats, me deu algumas entradas e passes para o backstage. Foi na turnê do Blast off, em 1990. Acho que o Stray Cats não colocaria a gente para abrir os shows. Eu sei que os Batz e o Midniters tiveram que pagar para isso.

O que os Stray Cats acharam da homenagem que vocês fizeram na capa do primeiro disco?

Creio que eles acharam engraçado – Slim Jim disse que pendurou na parede da casa dele. Mas eu não imaginava que eles fossem gostar da música. (risos)

Você chegou a conhecê-los pessoalmente?

Sim, eu dei um jeito de conseguir ingressos de graça e passes para o backstage de novo para o próximo show. Nos bastidores estavam Jeff Beck, Robert Plant, The
Alarm, Britt Ekland e eu e um amigo com nossos topetes gigantescos. (risos) Foi muito legal!

O Stray Cats foi a principal inspiração para a carreira do Quakes? (Sair dos USA para tentar a sorte na Inglaterra, musicalmente, visual, etc)

Sim, mas antes vocês tem que entender que ninguém sabia o que era Rockabilly e nós tocávamos Psychobilly. Não tinha nenhuma outra banda nos EUA fazendo o que fazíamos naquela época. Nós sabíamos que tinha uma grande cena na Europa porque eu fui para Londres em 1985 e 86 para tentar e começar uma banda.

As letras do Quakes sempre fugiram dos clichês do estilo, nada de zumbis, vampiros ou mortos-vivos por exemplo...

Não, tem muitas músicas assim no primeiro disco – foi em 1988 e esses temas já era velhos e clichês. Dito isso, foi uma das coisas que atraíram a gente para a cena porque achávamos legal. Foi aí que eu descobri que Psychobilly é um som e não importa sobre o que você está cantando ou o quão grande é seu topete. Tem a ver com o estilo, o som. Daquela época pra cá, minhas idéias amadureceram e meu vocabulário também (risos).

Quase todas demais bandas utilizam basicamente esses mesmos tópicos a exaustão...

Ou eles não conseguem pensar em nada além disso ou acham que estão escrevendo sobre coisas que a platéia quer ouvir (seguindo as regras).

Vocês foram uma das primeiras bandas a fazer versões para clássicos dos anos 80 da música pop, de bandas como Depeche Mode e Echo And The Bunnymen. Hoje isso virou moda e muita gente anda fazendo. Essa é uma das razões de você ter parado de gravar músicas no estilo?

Esse é exatamente o motivo. Nós fomos criticados por fazer isso – os primeiros tomam as flechas. Pode parecer estúpido mas eu olho para os lados, vejo o que meu amigos estão fazendo ou o que eles poderiam estar fazendo e eu corro para o outro lado. Não quero ser comparado com nenhum deles apesar de gostar do que eles fazem. Eu cresci ouvindo esse tipo de som e sempre tentava misturar Rockabilly com o New Wave.

O que você pensa do livre comércio de músicas pela internet, downloads de discos na íntegra e tal?

Eu não estou feliz com isso. Está dando prejuízo e afeta as pequenas gravadoras que não vendem tanto para começar.

Isso tem afetado a venda dos discos e selos independentes ou no final não faz diferença, o fã acaba comprando o álbum de qualquer forma?

Sim, isso afetou tanto que não faz sentido você gravar um material se não vai conseguir receber o dinheiro de volta – e isso só acontece por vaidade.

Imagino que tenha escutado bandas novas, alguma chamou sua atenção?

Sim, elas estão no meu myspace. Estou sempre buscando bandas legais porque eu sou fã de música.

Que equipamentos costuma usar nos shows e gravações, tipo guitarra, amplificador, pedal, etc?

Eu não tenho muita coisa. O principal está aqui http://www.thequakes.com/profiles.html

Sabe de alguma coisa da cena brasileira?

Não muito – só sei que tem uma boa cena e recebo muitas mensagens do Brasil.

Vocês tem shows marcado para o Brasil em julho. Quais espectativas para eles?

Bem, eu espero ter muitas garotas gritando esperando a gente no aeroporto (risos).

Depois de tantas turnês pelo mundo, é sempre uma sensação e motivação diferente estar em um país pela primeira vez?

Com certeza – sempre é legal ir para um lugar pela primeira vez. Estou ansioso, teremos uns dias a mais para conhecer a cultura local.

Paul, acha que falta realizar alguma coisa ainda com o Quakes? Quais os planos para um futuro próximo?

Sim! O que falta é o dinheiro! Cadê meu dinheiro? (risos). Meu plano para o futuro é continuar o que eu faço. Estou realmente vivendo meu sonho (sem o dinheiro e fama), mas esse é o caminho que eu escolhi seguir e estou feliz por conseguir ir para lugares como o Brasil e tocar minha música para os fãs daí.

Obridado pela entrevista! Deixe um recado para os fãs brasileiros do Quakes!

Estamos ansiosos para tocar para vocês – a gente se vê em breve!
Continuem firmes!

www.thequakes.com
www.myspace.com/thequakes

Obs: Um muito obrigado a Paula Harumi pela enorme ajuda com essa entrevista !

domingo, 18 de abril de 2010

The Quakes: Ingressos a venda para o show em São Paulo.


Santa Madre Shop e Ataque Frontal apresentam:

The Quakes

Abertura: Henry Paul Trio

Dj: Márcio ( Rockabilly Psychosis blog )

Dia 24/07/2010

As 23:00

local: Inferno Club

R$35,00 Estudante

R$40,00 Promocional (100 ingressos)

R$50,00 Segundo Lote

R$70,00 Porta

Venda dos ingressos:

Santa Madre Shop
R:24 de Maio 62 lj 472 (11 3337 29 79)

Barbearia 9 de julho
R: augusta 1371 lj 105 (11 3283 01 70 )

New Wind Tattoo
R: Augusta 1492 Lj 23 ( 3266 82 48.)

Combat Rock
R: Barao de itapetininga 37 Lj 66
combatrockloja@gmail.com
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

The Quakes - Nine Lives


É raro você encontrar um disco de Rockabilly ou Psychobilly com letras no encarte ! Com a internet isso mudou um pouco, você acaba encontrando elas ( ou algumas ) de uma forma ou outra. Vou postar aqui letras que achar interessante, começando por essa do Quakes, que foi gentilmente enviada pelo vocalista Paul Roman. Ela faz parte do primeiro disco da banda, lançado em 1988 pelo selo inglês Nervous Records. Thanks Paul!

Nine lives (Am-Dm-B-Bb)

started off it was born in 1954
by 1957 didn't want it no more
then it was reborn in 1981
by 1984 it was over and done
9 lives

by 1985 all the psycho bands knew
that it would live a new life
free strong and true
they kept to their roots with that crazy slappin' bass
intensity was written all over their face
9 lives

well now its 1988 and things are going well
all this top 40 crap has all been shunned to hell
how long this life will last
these cats will never know
but when it dies it’ll have six more to go
9 lives